Estimados colegas
Treinadores de Trampolins
Naturalmente que todos consideraremos importante que na FGP se conheçam as opiniões dos treinadores de Trampolins relativamente ao modelo e programa organizativo que se aplicou no passado Campeonato
Nacional de Duplo-Mini-Trampolim em Loulé.
Também naturalmente se espera que o Delegado que representa os Treinadores de Trampolins na A.G. da FGP, seja um aglutinador e um transmissor dessas opiniões. Ficam então só a faltar as opiniões e propostas dos treinadores sobre o tema.
A voz credenciada por nós para sintetizar e amplificar as nossas vozes e as tornar a NOSSA VOZ está então a aguardar a nossa participação neste forum - correta, lúcida e acompanhada de propostas para o futuro.
Façamos uso da palavra!
Cumprimentos
Caro Carlos Matias,
ResponderEliminarAntes de mais quero deixar uma palavra de amizade para com a Ginástica Rítmica, que mereçe todo o nosso respeito e a quem desejamos as maiores vitórias desportivas, frisando que, do que julgo ter acontecido, nenhum agente relacionado com os Trampolins tinha a intenção de minimizar a G. Rítmica mas antes demonstrar o seu desagrado, perante as condições criadas, aos responsáveis pela organização da prova.
Foram sentimentos díspares aqueles que experienciámos nesta prova. Se por um lado fiquei satisfeito por pertencer a uma comunidade cuja vitalidade ficou demonstrada pelos seus ginastas, que conseguiram ultrapassar todas as adversidades e mostrar que com força de vontade conseguimos os objectivos propostos, e pelos seus treinadores que demonstraram uma maturidade cívica e desportiva invejável.
Por outro lado, fiquei francamente triste com a forma pouco cuidada, reflectida e debatida com que a FGP, nas pessoas dos seus responsáveis máximos, abordaram uma prova de tão grande importância. Não vou reforçar o que já foi dito, e bem, mas vou referir um aspecto que me parece fulcral. Humildade.
Na minha modesta opinião, faltou a humildade do reconhecimento do erro in loco. Esta chegou, com uma análise cuidada mas ligeiramente enviesada, mas acima de tudo, e para mim, chegou tardia.
Acredito e sei, agora, que os responsáveis máximos desta Federação perceberam que, de facto, as coisas não correram bem e estou bastante mais tranquilo com o facto de saber que o DTN e a FGP consideram que, certos momentos relativos à organização do Evento, não se poderão repetir.
Tive oportunidade de ler a "Reflexão CN DMT e QUAL GR" pelo DTN, e devo dizer que concordo inteiramente com as palavras e as práticas que se possam desenvolver para fazer jus a frases como:
"- Mostrar aquilo que é a Ginástica nas suas várias dimensões (várias disciplinas, diversidade, beleza, emoção, dificuldade, ….), da iniciação ao alto nível;"
Contudo, considero também que a melhor forma de perseguir estes objectivos passa por recolher inputs de quem à mais tempo está neste meio, ao invés de simplesmente decidir com base em projecções teóricas e por vezes sem conhecimento de causa. Na minha interpretação, a forma como se planeou esta prova, e como se tem planeado e decidido diversas temas que nos afectam, denota desconhecimento ou simplesmente ingenuidade quanto à(s) realidade(s) gímnicas próprias de cada modalidade, mas mais grave que isto, denotam alguma "surdez" em relação às comunidades que são parte integrante da modalidade.
Neste sentido, considero oportuno que sejam adoptadas algumas medidas que visem minimizar situações “menos conseguidas”, quer no âmbito do já referido quer a outros níveis. Assim deixo algumas sugestões que poderão vir a ser discutidas e levadas à consideração de quem decide:
ResponderEliminar1º À luz do mandato das Comissão Técnicas que devem reflectir “sob temas relacionados com a organização de cada disciplina, a pedido da Direcção Técnica Nacional ou dos próprios membros da Comissão”. Mantendo o carácter consultivo e não vinculativo desta Comissão, sugiro tornar obrigatória a emissão de um parecer público das Comissões Técnicas sobre o modelo de Organização de Provas sempre que estes representem uma interacção de modalidades diferentes; Desta forma, as Comissões das modalidades envolvidas terão oportunidade de se pronunciar à priori, aumentando o grau de fiabilidade do sucesso da prova e simultaneamente aumentando o envolvimento dos agentes.
2º Ao nível técnico têm ocorrido algumas deficiências que poderão ser colmatadas, em primeira análise pela proposta anterior, e em segunda por um parecer do Conselho de Ajuizamento, que ao ser chamado a se pronunciar, não sobre o formato de uma prova per si, mas sobre a aplicação efectiva dos regulamentos respectivos de cada prova, poderá aumentar o grau de rigor necessário nestas situações.
Neste último, dou como exemplo o facto de a Competição Mundial por Grupos de Idades na prova de Trampolim Sincronizado se realizar apenas com uma F2, enquanto que no documento “REGULAMENTAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO PORTUGUESA CMGI” se apresentam mínimos para uma F1 e uma F2, requisito esse que implicou um erro em cadeia, detectado em plena prova.
Na esperança de trazer alguma melhoria com estas sugestões, um abraço para o nosso Delegado Carlos Matias.
Tiago Duarte
Na minha concepção da modalidade a adaptação ao aparelho pelos praticantes, ao nível das exigências dum nacional, é um fator determinante para o sucesso da realização das séries ...parece-me ser uma variável regularmente desvalorizada erradamente
ResponderEliminarExistiram atletas durante o período de aquecimento e adaptação ao aparelho de competição, que efetuaram 3 passagens findas as
quais foi anunciado o términos do referido período, suficiente? ...todos os praticantes têm as mesmas oportunidades, no entanto diria que deste modo o efeito de treino sai reduzido aumentando o fator aleatório, com a consequente diminuição de qualidade ...pois os aparelhos disponíveis na área de aquecimento diferiam na resposta á impulsão do usado na competição
Sobre o frio do corredor onde os atletas, em maillot, eram organizados para a apresentação ao júri sentencio que era excessivo
O cuidado na oferta aos praticantes/clientes parece-me de todo o interesse para os treinadores e FGP
abraço ;O)
p.beato
Caro Carlos
ResponderEliminarGostaria de dar uma pequena informação relativa ao documento da participação portuguesa à Competição Mundial por Grupos de idades, aquando da sua elaboração existia uma dúvida relativamente à aplicação dos requisitos publicados pela FIG ao Trampolim Sincronizado.
Essa dúvida foi colocada à FIG em plena reunião de comissão técnica e foi respondido que a sua aplicação era omissa no regulamento da FIG e que a decisão iria ser tomada em reunião de comissão técnica da FIG.
Após esta noticia a comissão técnica portuguesa decidiu avançar com o documento tal e qual o conhecemos hoje e que se esperaria por uma comunicação da FIG.
Ao que parece essa clarificação já está publicada no site da FIG, não sei quando essa publicação ocorreu, no entanto acho que antes da realização do 1º apuramento de Trampolim Sincronizado deveria ter sido clarificado este ponto para que fosses desfeitas as duvidas.
Obrigado e um abraço